O exército de idiotas nas mãos da guerra política-cultural do Hamas contra Israel
O que é um “idiota”?
No sentido clássico e útil para o debate público: um idiota não é apenas quem erra — é quem, tendo acesso à razão e à informação, escolhe abraçar a mentira porque ela lhe confirma uma fantasia moral. É o sujeito que troca julgamento por sensação; que prefere a história reconfortante em vez da verdade desconfortável. É aquele que, em nome de “compaixão conveniente”, perde a bússola do real.
Hoje, há um exército de idiotas: formadores de opinião, acadêmicos, jornalistas que vendem a sua autoridade por likes, artistas que preferem o aplauso da multidão à precisão. E, pior, um chefe de Estado de um país grande deu a mão ao exército — mordeu a isca lançada por quem faz da mentira tática de guerra.
O truque — o mecanismo da guerra informacional
O Hamas não está perdendo porque só mora em túneis ou porque perdeu líderes militares — está vencendo onde importa para regimes que dependem de corações e timelines: a guerra da narrativa.
Eles injetam imagens, controlam a ajuda, sequestram a informação útil e deixam a opinião pública correr para onde lhes interessa. Jornalistas e intelectuais repetem as peças de propaganda como se fossem fatos incontestáveis — e aí a mentira vira consenso. Isso não é teoria conspiratória: foi documentado por analistas que mostram como o grupo explora fotografias e narrativas para transformar culpados em vítimas.
Para resumir o truque em uma frase curta: o Hamas faz o caos logístico e depois usa o caos para gerar mártires midiáticos. Enquanto o mundo vê as fotos, o grupo respira.
Além disso, desde maio de 2025 há relatórios de que a vasta maioria dos caminhões de ajuda que entram em Gaza não chegam aos destinos pretendidos — muitos foram interceptados, saqueados ou tomados por atores armados, segundo dados reportados pela imprensa com base em relatórios da ONU. Isso explica como a narrativa de “famintos vítimas” pode ser fabricada ao mesmo tempo em que o próprio Hamas captura ou comercializa a ajuda.
Para resumir o truque em uma frase curta: o Hamas faz o caos logístico e depois usa o caos para gerar mártires midiáticos. Enquanto o mundo vê as fotos, o grupo respira.
A palavra “genocídio” virou arma retórica
A palavra genocídio tem peso jurídico e histórico — não pode ser usada como peça de marketing político — a esquerda brasileira faz isso constantemente. Chamá-la ao vento transforma o debate em teatro e paralisa a razão. Quando líderes e colunistas disparam “genocídio” sem a devida cautela, entregam o discurso público a quem se beneficia politicamente do espetáculo. É exatamente isso que está acontecendo: a acusação paralisa decisões estratégicas que deveriam ser tomadas com responsabilidade.

Lula presidente que mordeu a isca — e por que isso importa
Um presidente de uma potência regional como é o Brasil e com tradição diplomática não pode, por reflexo ideológico ou desejo de agradar plateias, alinhar-se a narrativas que favorecem objetivos de um grupo terrorista.
Desde 1955, o Brasil abre a Assembleia Geral da ONU. Em 2025, Lula subiu ao palco, mas seu discurso dividiu o mundo. O presidente criticou Israel, chamando o que ocorre em Gaza de ‘massacre’, citando fome como ‘arma de guerra’ e trás à tona o termo “genocídio”. Lula condena as consequências mas não condena o agente causador, o grupo terrorista Hamas.
Um presidente de uma potência regional como é o Brasil e com tradição diplomática não pode, por reflexo ideológico ou desejo de agradar plateias, alinhar-se a narrativas que favorecem objetivos de um grupo terrorista.
Condenar excessos não é o mesmo que legitimar a narrativa que dá fôlego ao inimigo.
Quando se recorre a termos inflamados ou se prioriza o gesto simbólico em vez do juízo ponderado, acaba-se por conferir autoridade política a quem cultiva a desordem como estratégia. Em outras palavras: aproximar-se do discurso do adversário é, na prática, dar-lhe munição.
E antes que digam — “mas o Hamas não é inimigo?” — a resposta é simples: nas ocasiões em que poderia ter feito uma condenação clara e inequívoca, o presidente Lula não o fez.
E antes que digam — “mas o Hamas não é inimigo?” — a resposta é simples: nas ocasiões em que poderia ter feito uma condenação clara e inequívoca, o presidente Lula não o fez.
Não se trata de fingir que não exista sofrimento — trata-se de não ser ingênuo ou cúmplice da manipulação. É possível condenar crimes e, ao mesmo tempo, recusar-se a ser instrumento de quem usa a vítima como escudo político.
Três objetivos claros dos defensores do Hamas e como identificá-los
Evitar a derrota militar do Hamas — mobilizando pressão internacional por cessar-fogos e “pausas humanitárias” que lhes dão tempo para reconstituir forças.
Derrotar Israel politicamente — transformar o Estado israelense no problema central da região, convertendo a pauta em munição diplomática entre países.
Vencer politicamente quando não podem vencer militarmente — forçar mudanças institucionais e territoriais sem uma rendição militar clara.
Essas metas são estratégicas e não misteriosas; vários analistas e publicações já apontaram o jogo político por trás das imagens e das demandas internacionais. A lógica é simples: se não se ganha no campo, ganha-se na arena pública.
Além disso, autoridades de segurança de alto nível já avisaram para o risco de contágio: responsáveis norte-americanos apontaram que movimentos inspirados pelo sucesso do Hamas podem gerar novas ameaças globais — um alerta que deveria pesar em qualquer análise de “pausas” militares automáticas.
A morte da verdade causada pela militância
Quero que o público entenda isto, em linguagem direta: compaixão não é sinônimo de ingenuidade. A militância que usa vítimas como escudo também mata — mata a verdade. Quando um grupo terrorista instrumentaliza imagens de sofrimento enquanto impede a ajuda real de chegar, está a usar vidas para vencer um jogo político. E quando um presidente embarca nisso sem prudência, ele torna-se aliado involuntário dessa estratégia.
Duas verdades inegociáveis:
Uma coisa é defender a coexistência entre Estados e povos.
Outra coisa é legitimar politicamente a extinção de um Estado em favor de um projeto que nega a existência do outro.
Defender a coexistência é pesquisar, ponderar, mediar. Apoiar a narrativa que apaga um ator político é assinar um cheque em branco para uma violência ainda mais sangrenta no futuro.
Conclusão — o chamado à razão (e à ação)
O campo de batalha mudou: hoje, perder a opinião pública pode ser tão letal quanto perder uma posição militar. Precisamos de líderes que não mordam iscas. Precisamos de jornalistas que chequem e não repitam correntes. . “Precisamos de cidadãos que, antes de compartilhar um post, perguntem: ‘A quem estou servindo?’”
Lula foi idiota aqui — e quando digo “idiota”, digo no sentido que abri no início: um governante que, tendo instrumentos de análise, escolhe a sensação em troca da verdade.
Lula foi idiota aqui — e quando digo “idiota”, digo no sentido que abri no início: um governante que, tendo instrumentos de análise, escolhe a sensação em troca da verdade.
Não o desejo maldoso, mas a estupidez política que custa caro. Esse erro não é apenas retórico: tem consequências estratégicas para o país, para a região e para a segurança global.
Se vais reagir, que seja com razão. Se vais reagir nas redes, que seja com fonte. Se vais chorar por uma criança, que seja para salvar a criança — não para vender a narrativa de quem mantém o sistema que a destrói.
Se vais reagir, que seja com razão. Se vais reagir nas redes, que seja com fonte. Se vais chorar por uma criança, que seja para salvar a criança — não para vender a narrativa de quem mantém o sistema que a destrói.
A guerra já é longa; e a atual batalha é também cultural. Sejamos responsáveis e realistas.

Sâmila Monteiro
@samilapmt
Co-fundadora do Negra Livre
Bacharel em Direito
Geopolítica (PUCPR)

