Skip to content

Acompanhe Conteúdos Exclusivos

O Master de Todos Nós: Quando a Conta Sempre Cai no Colo do Cidadão

26 de fevereiro de 2026

Existe um mito conveniente que insiste em sobreviver no Brasil: o de que crises financeiras atingem apenas bancos, investidores ou “o mercado”. Não atingem. Toda crise financeira mal gerida termina no bolso do cidadão comum. É por isso que precisamos falar do Master de todos nós.

Não importa se você tem ou não dinheiro aplicado em um banco específico.

Não importa se você nunca ouviu falar dele.

Quando a irresponsabilidade política e financeira entra em cena, a conta sempre chega para todos.

Não existe dinheiro público. Existe dinheiro do cidadão.

Essa é uma verdade simples — e frequentemente ignorada.

O que chamam de “dinheiro público” é, na prática:

  • imposto pago no supermercado,
  • desconto no salário,
  • tributo embutido na conta de luz,
  • inflação que corrói o poder de compra.

Quando gestores da economia erram, omitem ou agem politicamente sem responsabilidade técnica, não é o Estado que paga.

É o cidadão. Sempre.

O risco sistêmico não é discurso alarmista. É realidade econômica.

O sistema financeiro funciona com base em confiança.

Quando essa confiança é abalada, o efeito dominó começa:

  • crédito fica mais caro,
  • investimento recua,
  • inflação pressiona,
  • desemprego cresce,
  • o país perde credibilidade internacional.

E tudo isso acontece antes mesmo da crise “explodir” oficialmente.

O problema não é apenas um banco.

O problema é como a política econômica tem sido conduzida.

Sem autonomia real, o Banco Central vira refém político

Um país que flerta com intervenções políticas no sistema financeiro, relativiza regras fiscais e enfraquece a autonomia técnica do Banco Central envia um sinal claro ao mundo: instabilidade.

E o mercado responde da única forma que conhece:

  • exigindo mais juros,
  • retirando investimentos,
  • cobrando risco maior.

Quem paga?

O cidadão brasileiro.

O Master de todos nós já está sendo pago

Talvez você ainda não tenha percebido, mas ele já começou:

  • no crédito mais caro,
  • no preço dos alimentos,
  • na insegurança econômica,
  • na perda de valor da moeda,
  • na sensação de que “o dinheiro não rende mais”.

Esse é o verdadeiro Master de todos nós:

um sistema em que a irresponsabilidade no topo vira sacrifício na base.

Silêncio custa caro. Informação é proteção.

Não se trata de torcida política.

Trata-se de responsabilidade econômica.

Quando a sociedade não entende como funciona o sistema financeiro, ela aceita narrativas fáceis.

Quando entende, cobra, questiona e se protege.

Falar sobre isso não é espalhar medo.

É exigir seriedade.

Porque, no fim, independente de onde o erro comece, a conta sempre termina no bolso do cidadão.

E essa conta — gostem ou não — é de todos nós.

Suzanna Assayag

Especialista em Desenvolvimento Humano, Liderança e Finanças Comportamentais, com mais de 15 anos de experiência no setor bancário.

Deixe um comentário

Seu email não será publicado.

16 − quatro =